O Teatro da Vida Cristã
Paz, ontem à noite, 02 de
setembro, assisti ao maior desfile militar dos últimos 80 anos e que aconteceu
na China (lá já era manhã de 03 de setembro). Independente das ideologias por
trás de tudo, o desfile foi muito bonito, uma sincronia impecável com mais de
10.000 militares, fora os outros 10.000 empregados na segurança e apoio... foram
tropas, drones, tanques, submarinos, aviões, helicópteros, veículos blindados guiados
remotamente, mísseis, armas à laser, e o primeiro desfile de mísseis nucleares
em formação (16 ao todo).
Um verdadeiro teatro para mostrar
força e parte de seu poderio bélico. Uma estratégia que celebrava os 80 anos do
fim da 2ª Guerra Mundial que, na verdade, mostrava o flerte dos poderosos com guerra,
destruição e morte!
Eram líderes aliados de 26 nações
que assistiam a tudo atendendo ao convide do líder comunista como Rússia,
Coreia do Norte, Irã, Turquia e, no meio deles, o Brasil. Sim, nossa nação lá
estava representada. A pergunta que os jornalistas se faziam era: o que o
Brasil estava fazendo ali?
Hoje, analisando o nosso país dividido por uma
ação política que visa ‘dividir para governar’, percebendo que alguns líderes
religiosos embarcaram nesse caminho selecionando a direita ou a esquerda e,
também, dividindo o rebanho, me pergunto: o que os líderes evangélicos estão
fazendo no meio da política?
O fato é que vivemos em um ‘teatro
da vida cristã’ enquanto aguardamos líderes que sirvam de exemplo para o seu
rebanho na palavra, na doutrina, no amor e na oração, ensinando a doutrina
bíblica aos membros (inclusive sobre política), de tal maneira que caiba aos
membros (cujo voto é secreto) indagar quais candidatos ou partidos não estão
indo de encontro à palavra de Deus e decidindo votar pelo bem da nação e da
igreja, e não apenas pensando em si mesmos (2 Timóteo 3.1-5).
Enquanto vemos líderes religiosos
processados ou ameaçados de prisão, não por anunciar a palavra de Deus, mas por
se envolverem politicamente na divisão à qual fomos expostos, vemos mentes e
ouvidos que não escutam mais a palavra de Deus acreditando que ela dá respaldo aos
candidatos de determinados partidos políticos, quando deveriam apontar para
Cristo.
Que acordemos enquanto é tempo,
para que voltemos a anunciar apenas a Cristo em nossos púlpitos ao invés de
darmos lugar e voz a líderes partidários, prestemos atenção na igreja de
Pérgamo que caiu nos tropeços de Balaão (Apocalipse 2.12-17) e fujamos dessas
ciladas. A igreja é um projeto de Deus para anunciar salvação à humanidade e
não qualquer outra coisa. Shalom!
Sérgio André – pós-graduado em
Ciências da Religião.
Nenhum comentário:
Postar um comentário