sábado, 22 de novembro de 2025

A minha Graça te basta

 

A minha Graça te basta

Texto: 2 Co 12.9

Basta a ti a graça minha (grego: Ảρκει σοι ή χάριs moʋ)

Ảρκέω – basto, sou suficiente.

Ảρκει (impessoal)- basta, estou satisfeito. (Dicionário do Novo Testamento Grego)

Paz, o texto acima aduz a um fato que transcende ao entendimento de muitos: O cristão não está a procurar outra coisa para lhe preencher, pois já a encontrou em Cristo. Cristo é suficiente para ele.

Em Rm 8.28 Paulo enfatiza que “Tudo coopera para o bem...” (coopera = σʋνεργέω – ajuda na obra), referindo-se ele à obra do Senhor. Vide Fp 1.6 quando ele menciona a “boa obra” do Senhor que tem início, meio e fim.

Uma pessoa que deposita sua fé em Deus e espera nele (Sl 37.5) não procura outros caminhos para resolver seus problemas ou obter felicidade, pois essa pessoa sempre irá procurá-la em Cristo. Não haverá apostas na loteria, megasena, jogos esportivos, estelionato, sonegação fiscal, tráfico ou qualquer outra coisa visando o benefício próprio e que denote que essa pessoa não quer “confiar e esperar” nos propósitos divinos.

Sabemos que o mundo procura os seus próprios interesses conforme encontramos em 2 Tm 3.1-5, mas ao cristão cabe seguir a orientação do seu Mestre que nos manda buscar primeiramente a Deus (Mt 6.33).

Sérgio André - pós-graduado em Ciências da Religião.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

O Estado laico deturpado: Mais uma cruzada antirreligiosa do MPF

 

O Estado laico deturpado: Mais uma cruzada antirreligiosa do MPF

Autor: William Douglas

Parecer do MPF contra assistência espiritual na PRF deturpa a laicidade e ameaça a liberdade religiosa garantida pela Constituição.

O recente parecer e recomendação do Ministério Público Federal (Recomendação PRDC/RJ 16/25), assinados pelo procurador Jaime Mitropoulos, contra o serviço de Assistência Espiritual da Polícia Rodoviária Federal, não são defesa da laicidade - são a negação dela. 

Infelizmente, a PRF, certamente pressionada pela força institucional do MPF, cedeu, em prejuízo da Constituição Federal, da liberdade religiosa, do bem-estar e do livre-arbítrio dos policiais da PRF.

Sob o pretexto de "proteger o Estado laico", o MPF exigiu a extinção completa da assistência espiritual e religiosa na PRF, recomendando a revogação da Portaria 1737/2023 e de toda forma de apoio espiritual. Ocorre que essa postura não defende a neutralidade do Estado: ela impõe o silêncio religioso, substituindo o Estado laico por um Estado confessional ateu, o mesmo modelo excludente do laicismo francês - incompatível com a Constituição brasileira.

O passado conta a história de cruzadas religiosas; agora estamos vivendo cruzadas antirreligiosas utilizando a força institucional do MPF, o que é trágico. A vítima da vez é a Assistência Espiritual da PRF.

Em 2017, O GLOBO publicou artigo de minha autoria com o título "Até quando vamos tolerar a intolerância?", que criticava justamente a intolerância religiosa praticada por alguns membros do MPF. Uma semana depois, os procuradores Jaime Mitropoulos e Sergio Suiama publicaram, no mesmo O GLOBO, o artigo "Defesa do Estado Laico", em resposta ao meu. Então, com maior vagar, publiquei o artigo "Decida o leitor: quem é o laico? Quem é o intolerante?", no site JusBrasil. Já naquela época, alertei que confundir laicidade com hostilidade à fé é erro grosseiro e perigoso. O tempo mostrou que alguns membros do MPF não desistiram de perseguir a fé.

Vale registrar que, pouco tempo depois da publicação do artigo dos procuradores da República, o caso do Arquivo Nacional chegou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Processo 0161758-57.2016.4.02.5101, Relatora Desembargadora Federal Nizete Lobato). A corte federal, como não poderia deixar de ser, garantiu a vigência da Lei Magna e afirmou que o uso facultativo de espaço público para reuniões religiosas não viola o Estado laico, desde que não cause prejuízo ao serviço nem exclusão de outras crenças. O acórdão é claro ao declarar que "o Estado laico, porque é aberto a todas as religiões, pode até estimular manifestações de fé e espiritualidade em suas repartições, apenas cuidando que se façam nos horários de descanso e sem prejudicar o serviço", reconhecendo que tais encontros "fomentam solidariedade, reduzem o estresse e favorecem o bem-estar dos servidores". Em suma, o TRF2 concluiu que a conduta do diretor do Arquivo Nacional não configurou improbidade nem violação à laicidade, mas expressão legítima de liberdade religiosa - exatamente o caminho constitucional que o procurador, novamente, insiste em contrariar.

O episódio da PRF prova que a tese de 2017, rechaçada pelo Judiciário, "ressuscita" em mais uma ação antirreligiosa, a qual jamais deveria ser institucionalizada. Agora, tenta-se impedir até que servidores - adultos, conscientes e livres - possam receber apoio espiritual fora do horário de serviço. Até porque a assistência só ocorria mediante solicitação expressa do servidor que quisesse ser atendido, seja em casa, no intervalo do trabalho ou no hospital. Nenhum servidor era atendido em seu horário de trabalho. 

Há ainda outras ações do MPF que  atingem a fé: há um esforço para criminalizar como transfóbicos padres e pastores, e outros cidadãos, que tão somente repetem o que a Bíblia diz e mencionam verdades biológicas. O MPF não pode escolher proteger alguns cidadãos e ignorar os direitos de outros, ainda mais quando diante da liberdade de opinião e/ou de crença.

A Constituição de 1988 é clara. O artigo 5º, VI e VII, assegura: "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias"; e que "é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva".

Ora, se até em hospitais, presídios e quartéis o Estado deve permitir assistência religiosa, com maior razão deve permiti-la a servidores públicos que voluntariamente desejem receber apoio espiritual. Impedir isso é violar a Constituição, ao invés de aplicá-la. Mais ainda, o policial rodoviário convive com tragédias humanas na carnificina das rodovias e no enfrentamento a toda espécie de crimes em sua área de atuação. O índice de suicídio entre as forças policiais é maior do que o da população em geral. Os policiais enfrentam desafios inimagináveis, não havendo nenhuma dúvida de que o apoio espiritual ajuda em diversos sentidos. Mesmo assim, alguns membros do MPF parecem especialmente dedicados a perseguir a fé religiosa, em especial a cristã. E, vale dizer, ainda ousam fazer isso sendo pagos por um país que é 90% cristão e desperdiçando energia que poderia ser utilizada no combate à corrupção e a problemas de verdade.

O artigo 19, I e III, da Constituição Federal reforça o equilíbrio: o Estado não pode "estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou embaraçar-lhes o funcionamento", devendo manter "colaboração de interesse público" com as confissões religiosas. A palavra colaboração é fundamental. O Brasil não adotou o modelo ateu e militante da Revolução Francesa, mas a laicidade colaborativa, que reconhece o valor social da fé e a sua contribuição para a dignidade humana, a fraternidade e a paz.

O argumento de que permitir uma assistência espiritual cristã viola a igualdade é falacioso e uma inaceitável distorção. O que fere a igualdade não é a existência de uma capelania, mas a proibição de outras - o que o próprio projeto da PRF deixa claro não existir. Se qualquer grupo religioso, ou mesmo ateu, quiser instituir uma assistência espiritual própria, poderá fazê-lo - é isso que o verdadeiro Estado laico garante. O que a minoria não pode é impedir a manifestação da maioria. E, num país em que mais de 90% da população se declara cristã, negar a existência de capelania cristã é negar a realidade cultural nacional. E, repita-se, qualquer outro grupo religioso também pode se organizar e proporcionar esse tipo de amparo.

O Supremo Tribunal Federal, em precedentes como a ADI 4.439/DF (rel. Min. Roberto Barroso, rel. p/ acórdão Min. Alexandre de Moraes) e a ADI 3.478/RJ, reconheceu que o Estado deve manter neutralidade sem hostilidade, assegurando "igual respeito a todas as crenças e não crenças". O mesmo STF, no ARE 1.014.615/RJ, relatado por Celso de Mello, afirmou que "o Estado não tem - nem pode ter - interesses confessionais" e que "impedir a liberdade de crença equivale a negar a própria democracia".

Curiosamente, membros do MPF, que deveriam garantir a liberdade religiosa, insistem em fazer aquilo que a Suprema Corte repele: transformar a laicidade em instrumento de exclusão, interditando a convivência entre fé e serviço público.

A decisão da PRF de aceitar a recomendação do MPF e revogar a sua Comissão de Assistência Espiritual (Portaria 1589/2025) é um retrocesso jurídico, cultural e humano. Significa ceder à pressão que sabemos ser de monta considerável, mas que precisa ser rejeitada, já que contraria os artigos 5º e 19 da Constituição. Falar em "aceitar a recomendação" seria injusto com o Diretor-Geral da PRF, pois a expressão "recomendação" traz consigo uma verdadeira ironia, já que, na prática, é uma espécie de "coação legalizada", pois todo gestor sabe os ônus de responder a uma ação civil pública do MPF. Para comprovar isso, basta ler o final do Ofício/PRRJ/PRDC nº 12291/2025 (69013514), página 13:

"Destaca-se que a presente Recomendação não esgota a atuação do Ministério Público Federal sobre o tema, não excluindo a possibilidade de futuras recomendações, termos de ajustamento de condutas para celebrar possível autocomposição ou, avaliado o contexto fático-jurídico, eventual ajuizamento de ações civis públicas, caso necessário, conforme art. 11 da Resolução nº 164/2017 do CNMP."

Infelizmente, a PRF não conseguiu ter a mesma firmeza de decidir em defesa do verdadeiro Estado laico, como fez o TRF2. É bem verdade que os órgãos da administração pública temem ser objeto de ações judiciais promovidas pelo MPF, as quais impõem justo receio de problemas. Uma recomendação do MPF tem o condão de assustar bastante, mais uma razão para não ser utilizada de forma indevida. Qual servidor pode enfrentar a força do MPF e uma ação judicial? É mais fácil ceder, ainda que em prejuízo dos direitos civis e do bem-estar dos policiais.

É lamentável que a força institucional do MPF se preste a manejo ideológico contra a liberdade religiosa, em vez de zelar por ela. Em paralelo, não há autonomia funcional que autorize um membro do MPF a afrontar a Constituição. Autonomia não é licença para arrogância  antiteísta. A Constituição não concede poder a nenhum agente público para perseguir a fé alheia nem para transformar a laicidade ou a sua caneta em arma contra a espiritualidade. O caso concreto é ainda mais trágico porque pessoas que voluntariamente se reúnem em seu tempo livre para rezar ou orar não incomodam ninguém (salvo eventuais intolerantes religiosos), não praticam crime, não desviam verbas públicas, não causam dano - só produzem coisas boas. O MPF não deveria se incomodar com isso. A impressão que passa é que o país não tem problemas graves. Ou, como diz Jesus, "coam mosquitos e engolem camelos".

É preciso dizer com clareza: impedir capelania ou qualquer assistência espiritual de qualquer matriz religiosa é violar a liberdade religiosa, é desrespeitar a diversidade, é macular a tolerância. O Estado laico não proíbe a presença de Deus na esfera pública; ele apenas proíbe que o Estado escolha quem tem direito de crer ou como crer. A diferença entre laicidade e laicismo é a diferença entre liberdade e intolerância.

O teólogo Timothy Keller, em A Fé na Era do Ceticismo, lembra que as sociedades que tentaram eliminar a religião acabaram "transcendentalizando outras coisas" - o Estado, a ideologia ou o poder - e produziram mais intolerância do que pretendiam combater. É exatamente esse o risco de um laicismo militante travestido de neutralidade.

O Brasil é um país de fé plural, e não um país de fé proibida. O papel do Ministério Público é defender a Constituição, não reinterpretá-la para atender à própria descrença de alguns de seus membros. Reprimir a capelania é reprimir o espírito da liberdade. O Brasil precisa de mais razão jurídica e menos militância ideológica. Afinal, como disse há oito anos, "não há nada mais a favor da liberdade do que defender a laicidade do Estado sem perseguir quem tem fé".

William Douglas

Professor de Direito Constitucional e escritor.

Visto dia 14jul25 em: https://www.migalhas.com.br/depeso/444444/o-estado-laico-deturpado-mais-uma-cruzada-antirreligiosa-do-mpf

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Sinais de um futuro próximo

 Sinais de um futuro próximo

 

¹⁶ E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,

¹⁷ Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

¹⁸ Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

Apocalipse 13:16-18

Paz, irmãos. Muitos têm escrito sobre a vinda do anticristo (besta) e alguns livros se tornaram best seller (melhores vendas). Cada qual que conte à sua maneira qual o seu entendimento das palavras bíblicas contidas nos versos acima. Extraindo-se apenas o versículo 16 em seu sinal na mão ou na testa, hoje, mais claramente conseguimos visualizar algo de concreto: a tecnologia biométrica.

Na atualidade o uso cada vez mais necessário da biometria (leitura facial, dos olhos, da voz, da palma da mão ou digital) vem trazendo uma gama de aplicativos e novas funcionalidades principalmente usadas para identificar pessoas e correlacioná-las aos seus dados jurídicos, criminais ou financeiros.

É aí que entendemos que o sinal na mão ou na fronte não precisa ser o implante de um chip ou um QR Code, mas o nosso Deus já nos fez nascer com nossa identidade genética, física e visual e que isso está sendo usado para nos identificar de forma benéfica, principalmente quando queremos evitar golpes financeiros, mas também, pode ser usado para identificar criminosos.

Hoje tudo o que fazemos em países mais desenvolvidos é rastreado: votamos em urnas eletrônicas, nossa CNH é digital, nossa identidade e CPF permitem o rastreio de nossas informações inclusive ao usarmos um cartão de crédito ou fazermos um PIX, a polícia nos identifica através de câmeras, aeroportos nos identificam biometricamente, bancos também, etc... os líderes mundiais já idealizaram que esse é o caminho para rastrear, localizar e acompanhar todas as ações humanas.

Imagine um momento em que o mundo só permitirá a moeda virtual (o Brasil já possui a DREX que substituirá o papel moeda) e que todas as transações financeiras e econômicas só serão feitas virtualmente, permitindo ao governo saber quanto cada pessoa ganha, quanto gasta, onde gasta, como vive, onde se encontra... essa moeda permitirá identificar quem esconde uma segunda fonte de renda, quem sonega impostos, quem trafica etc. Você percebeu que anos atrás os marginais pediam a carteira da vítima e hoje pedem apenas o celular ou a aliança?

¹ Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;

² Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;

³ Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

1 Tessalonicenses 5:1-3

Quando aparecer um grupo de pessoas (líderes mundiais) anunciando que acharam uma forma de acabar com os crimes e trazer paz para a sociedade então você saberá exatamente que a vinda do Senhor está próxima e saberá automaticamente quem será o anticristo, não havendo necessidade de conjecturas ou que alguém lhe avise, basta apenas observar os sinais à sua volta.

Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Sérgio André, pós-graduado em Ciências da Religião.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O Teatro da Vida Cristã

 

O Teatro da Vida Cristã

Paz, ontem à noite, 02 de setembro, assisti ao maior desfile militar dos últimos 80 anos e que aconteceu na China (lá já era manhã de 03 de setembro). Independente das ideologias por trás de tudo, o desfile foi muito bonito, uma sincronia impecável com mais de 10.000 militares, fora os outros 10.000 empregados na segurança e apoio... foram tropas, drones, tanques, submarinos, aviões, helicópteros, veículos blindados guiados remotamente, mísseis, armas à laser, e o primeiro desfile de mísseis nucleares em formação (16 ao todo).

Um verdadeiro teatro para mostrar força e parte de seu poderio bélico. Uma estratégia que celebrava os 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial que, na verdade, mostrava o flerte dos poderosos com guerra, destruição e morte!

Eram líderes aliados de 26 nações que assistiam a tudo atendendo ao convide do líder comunista como Rússia, Coreia do Norte, Irã, Turquia e, no meio deles, o Brasil. Sim, nossa nação lá estava representada. A pergunta que os jornalistas se faziam era: o que o Brasil estava fazendo ali?

 Hoje, analisando o nosso país dividido por uma ação política que visa ‘dividir para governar’, percebendo que alguns líderes religiosos embarcaram nesse caminho selecionando a direita ou a esquerda e, também, dividindo o rebanho, me pergunto: o que os líderes evangélicos estão fazendo no meio da política?

O fato é que vivemos em um ‘teatro da vida cristã’ enquanto aguardamos líderes que sirvam de exemplo para o seu rebanho na palavra, na doutrina, no amor e na oração, ensinando a doutrina bíblica aos membros (inclusive sobre política), de tal maneira que caiba aos membros (cujo voto é secreto) indagar quais candidatos ou partidos não estão indo de encontro à palavra de Deus e decidindo votar pelo bem da nação e da igreja, e não apenas pensando em si mesmos (2 Timóteo 3.1-5).

Enquanto vemos líderes religiosos processados ou ameaçados de prisão, não por anunciar a palavra de Deus, mas por se envolverem politicamente na divisão à qual fomos expostos, vemos mentes e ouvidos que não escutam mais a palavra de Deus acreditando que ela dá respaldo aos candidatos de determinados partidos políticos, quando deveriam apontar para Cristo.

Que acordemos enquanto é tempo, para que voltemos a anunciar apenas a Cristo em nossos púlpitos ao invés de darmos lugar e voz a líderes partidários, prestemos atenção na igreja de Pérgamo que caiu nos tropeços de Balaão (Apocalipse 2.12-17) e fujamos dessas ciladas. A igreja é um projeto de Deus para anunciar salvação à humanidade e não qualquer outra coisa. Shalom!

Sérgio André – pós-graduado em Ciências da Religião.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Experiência de Quase Morte – Sonho ou realidade?

 Experiência de Quase Morte – Sonho ou realidade?

No ano de 1975 o Dr. Raymond Moody Junior, psiquiatra norte americano, lançou o livro “Vida depois da vida”, best seller no qual traz esclarecimentos, segundo sua ótica, do que vem a ser a experiência de quase morte (EQM), fato em que pessoas que enfrentam uma situação onde sofrem uma Parada Cárdio Respiratória (PCR), passam por uma Ressuscitação Cárdio Pulmonar (RCP) e, ao estabilizar suas condições de vida, relatam que tiveram uma experiência incomum onde o espírito saiu do corpo e viram ou ouviram tudo o que acontecia na sala de cirurgia, foram guiadas até um ambiente de muita luz e paz, na presença de anjos ou entes queridos de onde não querem mais voltar...

              O Referido Doutor Raymond descreve a EQM como “...um estado muito profundo de consciência transcendental”. O Dr. Sam Parnia, também psiquiatra norte americano, que entrevistou 567 pessoas que passaram por EQM, denominou o fato de ‘Morte Lúcida’ e estima que quanto mais demorada a RCP mais demorada é a experiência narrada pela pessoa. Também descreve que a EQM pode ser causada por uma ‘onda de energia elétrica liberada quando o cérebro fica sem oxigênio’. (Fonte: internet)

              As pesquisas mais recentes indicam que a cada cem (100) pessoas que são acometidas por PCR nove (09) têm a EQM e o que tem de comum entre essas pessoas é que elas sempre narram suas experiências com base o contexto cultural em que vivem, as crenças que possuem, como se estivessem em um transe ou sonho; ou seja, se a pessoa é espírita acredita ver um espírito de luz que a guia ao encontro de entes queridos já falecidos, católicos acreditam ver Nossa Senhora no céu que lhes revela um segredo, evangélicos acreditam ver Jesus e ir ao céu, judeus acreditam ver a Deus ou a anjos...

              Então, a Experiência de Quase Morte é uma revelação? Tudo indica que não. Embora a ciência ainda não possa descrever com precisão o que seja a EQM, bem como não possua paralelo bíblico, os cristãos têm o costume de acreditar ser uma revelação e testemunhar dela para todos a seu redor. Mas lembro que pessoas de diversas crenças relatam ter tido a EQM o que deixa claro não ser algo exclusivo dos cristãos, mas uma realidade sensorial e mental do ser humano em estado crítico.

              De forma bem simples, acredito que devamos enquadrar tais experiências no livro de Jeremias 23. 28 : “O profeta que tem sonho, conte-o apenas como sonho...”

Sérgio André – pós-graduado em Ciências da Religião.


sexta-feira, 16 de maio de 2025

A armadura de Saul

 A Armadura de Saul

Texto: 1 Sm 17.38-40

         Paz, quando lemos a história de Davi e Golias, mas detidamente o desafio de Golias (um gigante com aproximadamente 3m e10 cm de altura) e a forma como Davi o venceu, nos deparamos com muitos contos e filmes sobre o assunto, alguns que nem são fidedignos ao texto sagrado. Embora o gigante além de alto também tivesse a ajuda de um escudeiro para carregar suas armas o jovem Davi, com pouca experiência nos armamentos (estimasse que tivesse entre 18 a 20 anos de idade e estivesse fazendo os primeiros treinamentos no exército, haja vista que, naquela época,  o treinamento começava aos 18 e o militar só podia ir aos combates após os 20 anos, mas antes disso ele podia assistir, como foi o caso de Davi), foi o único que encarou o desafio.

         No entanto, hoje, caro(a) leitor(a), quero focar na atitude do Rei Saul. Primeiro se escondeu para não dar satisfação à tropa... segundo queria escolher a pessoa apropriada para o combate para tentar justificar sua ausência. Terceiro, não tendo opção melhor (a seus olhos) tentou convencer Davi a usar sua armadura para melhorar sua imagem pois  os combatentes saberiam que aquela armadura pertencia ao rei. 

          Davi, sabiamente e de forma politicamente correta (pois estava dizendo 'não' ao rei), conseguiu se desvencilhar dessa armadilha e caminhar em direção ao gigante apenas com sua confiança em Deus. Esse fato é de vital importância para o crente nesses dias maus, pois muitos estão aceitando viver com a armadura e a imagem de Saul a seu lado, acreditando que seus esforços ou o conhecimento pessoal ou politico que possui irão ajudá-lo em todas as situações.

        Antes de tudo, irmãos, devemos lembrar que precisamos nos revestir da Armadura de Deus (Efésios 6.10-18) para podermos fazer tudo e permanecermos em pé, pois não será o nosso conhecimento ou os contatos (Net work) que possuímos que nos dará força ante ao dia mal, mas a presença de Deus em nossas vidas.

          Se o(a) leitor(a) ler Jó 13.15 verá que somente uma pessoa que se revestiu da armadura divina e não da sua própria ou a de seu protetor consegue crer no livramento divino, mesmo estando no vale da sombra da morte.

           Por fim, sabemos que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6) e que a nossa fé sem as obras é morta (Tg 2. 17), portanto não somente fale de Cristo mas reproduza-o em todas as situações de vossa vida. Shalom!

Sérgio André - pós-graduado em Ciências da Religião.