sexta-feira, 24 de setembro de 2021

ONDE ESTAMOS ERRANDO?

 

LEITURA: 2 Rs 22. 10,11 – o sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei do Senhor e o levou ao Rei Josias que percebeu que a RELIGIOSIDADE existente no meio do povo não estava de acordo com a vontade de Deus; em algum momento o povo havia se desviado do real caminho do Senhor!


O fato narrado no trecho a cima não é o único citado na Bíblia sobre esse distanciamento do povo do Senhor em relação ao nosso Deus, observem que a religiosidade permanece existindo, mas não a adoração perfeita a Deus.


Em Es 9.1-3 o sacerdote e escriba, Esdras, descobre que até os sacerdotes e os líderes do povo haviam se desviado dos mandamentos do Senhor misturando-se com outras crenças e outros povos.


Em Ap 2. 19-21 a igreja do Senhor em Tiatira, embora querendo adorar ao Senhor, ainda tolerava os ensinos de Jezabel sobre o abraçar o sincretismo religioso, a mistura. Um dia adorando a Deus e em outro servindo a outros deuses.


Irmãos, anos após a morte dos apóstolos da igreja primitiva o povo do Senhor passou um grande tempo de obscuridade, sincretismo religioso e envolvimento com o paganismo através de santos, guias, orixás, superstições e indulgências. Mesmo após a Reforma Protestante surgiram várias heresias bíblicas e distorções; atualmente vemos os interesses políticos e a busca de muitos pastores por mais visibilidade, membros e poder aquisitivo fazer surgir diversas denominações e/ou concessões para manter um alto número de fiéis SEM compromisso com a obra do Senhor; líderes que incitam seus membros a se dividirem e não frequentarem outras igrejas alegando que só a igreja que ele preside tem a Palavra Verdadeira; são membros que não conhecem a Palavra de Deus, que recitam apenas os trechos que lhes convém em busca de bençãos materiais, sem realmente se entregar ao serviço do mestre, apenas se houver ganho: seja ascensão em funções eclesiásticas ou por dinheiro (alguns cantores e pregadores de renome).


A obra missionária acaba sendo esquecida, os necessitados ficam sem apoio, a igreja é palco de grandes festas e congressos para quem puder pagar e o ensino da Palavra fica em segundo plano.


Onde estamos errando? Somos os cristãos da última hora, sejamos tracionais ou pentecostais. Mesmo com tanta religiosidade, pergunto: O que estamos esquecendo? Em qual ponto nos desviamos dos ensinos bíblicos?


No livro de Neemias capítulo 8 e versículos 8 e 9 encontramos uma solução plausível: Líderes que leem e esclarecem a Palavra do Senhor ao povo, sem buscar outros interesses; e um povo que obedece e adora ao Senhor com sinceridade.


Precisamos de líderes que congreguem a igreja para estudar a Bíblia, para ensinar sobre, cooperar com e enviar membros para ‘a obra missionária’. Precisamos que os membros saiam das 4 paredes para buscar os perdidos conforme Paulo orienta em Romanos 10.14 (como ouvirão se não há quem pregue com a vida?).


Que estejamos atentos e não troquemos a nossa coroa por ‘um prato de lentilhas’ (Gn 25.34) como oferecem alguns líderes. Sejamos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, pois é dEle que vem a nossa recompensa (1 Co 15. 57,58)


Sérgio André de Almeida, pós-graduado em ciências da religião.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

ADVERTÊNCIA

 

Tiago 5:1 (NVI-PT)

Advertência aos Ricos Opressores

​1 Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que lhes sobrevirá.


​Este "ai" de Tiago contra os ricos ladrões e opressores parece não ter sentido tendo em vista que na igreja não deveria haver pessoas assim e, se houvesse, não seria através de indiretas numa carta que se resolveria isto. Um apóstolo não faria assim. O que se entende é que o texto teria a ver com queixas dos irmãos acerca da situação social em que viviam, esperando que ele e a igreja se posicionassem sobre isto, diante de tal queixa Tiago apresenta duas soluções: a primeira um "ai" (um libelo acusatório) aos ricos cuja riqueza foi adquirida de forma socialmente injusta,  apresentando que Deus não os deixará impunes. A segunda está na continuação deste texto, vv 7-11, onde Tiago apresenta aos irmãos que não esperassem uma revolução social por parte da igreja (ou liderada por ela) contra esta situação, ao contrário, eles deveriam ser pacientes e perseverantes mesmo em meio a esta situação, pois estas coisas, neste mundo, seriam assim mesmo e só se resolveriam de fato na volta de Cristo. ​

Greves, marchas, passeatas, incluindo políticos,  partidos políticos, socialismo, capitalismo, direita, esquerda, etc., não trazem solução real, são apenas paleativas. Justiça social plena só no reino vindouro do nosso Cristo!


David Jesus de Almeida, diácono.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

O Voto

 

O VOTO

 

“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não cumprires” Ec 5. 4,5

 

Paz, irmãos

O que vem a ser o voto ao Senhor? Qual a responsabilidade de quem o faz?

De forma bem prática, o voto a Deus é um compromisso voluntário que implica o cumprimento da promessa por parte do emissor caso ele alcance a benção desejada.

É fato que não encontraremos na Bíblia nenhuma obrigação em se fazer voto ao Senhor, mas caso seja feito deverá ser cumprido como lembra o sábio Salomão no texto citado acima, pois tinha conhecimento do que dizia a Palavra do Senhor em Dt 23.21,22: “Quando fizeres algum voto ao Senhor teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o Senhor teu Deus certamente o requererá de ti, e haverá pecado em ti. Porém, abstendo-te de votar, não haverá pecado em ti.”

O motivo pelo qual uma pessoa faz o seu voto é específico, mas o voto se torna um compromisso bilateral (a pessoa – Deus), caso a pessoa seja agraciada com a benção o próprio Deus irá requerer o cumprimento da promessa. Isso nos levanta um grande alerta!

No livro de Juízes capítulo 11 e versículos 30 a 40 encontramos um voto precipitado de Jefté que se viu obrigado a cumprir o voto trazendo consequências para sua única filha que passou a morar junto aos levitas sem poder se casar, como era o desejo dela e de seu pai... esse é um dos exemplos de voto de tolo, quando se faz um voto que não se pode cumprir ou que  envolve outras pessoas que não têm nada haver com aquele voto, fato que ainda hoje acontece.

Quando lemos a história do censo de Davi no qual ele precisou comprar a eira de Ornã, o jebuseu ( 1 Cr 21.18 a 26) aprendemos que o nosso voto envolve custo próprio que não deve ser repassado para outros, o voto pertence a quem votou! Já vi pessoas votando por qualquer coisa ou prometendo coisas infantis como chamar as pessoas pra uma festa ou ir de igreja em igreja apenas pra contar que alcançou uma benção, algo que não envolve nenhum esforço pessoal. Se vai votar melhor seria, além do culto de gratidão, assumir compromisso pela obra do Senhor ou abençoar a quem precisa (missionários, cesta básica, trabalho voluntário, etc.).

O voto deve ser direcionado ao Senhor nosso Deus e não a outra pessoa, entidade ou guia, pois Deus não dá sua glória a ninguém (Is 48.11)! Se alguém, antes de conhecer ao Senhor Jesus Cristo, fez algum voto a outra pessoa, peça perdão a Deus e não volte ao passado para cumprir, pelo contrário, passe a fazer seus votos exclusivamente a Deus e cumpra-os.

Por fim, o rei Davi assevera: “Pagarei os meus votos na presença dos que temem ao Senhor!” Salmo 22.25

Sérgio André de Almeida, pós-graduado em Ciências da Religião.

domingo, 13 de dezembro de 2020

A Verdadeira Misericórdia

 

A verdadeira misericórdia


Texto: Mateus 12.7


A palavra misericórdia é sinônima de compaixão, clemência e empatia. É conceder um favor a alguém que não tem condições de retribuir na mesma altura do gesto, independente dela merecer ou não.


Há uma parábola narrada por Jesus em Mateus 18. 23 – 35 onde se deixa clara a misericórdia de um rei (Deus) em relação a uma autoridade devedora, mas, ao mesmo tempo, a ira do rei (Deus) a esta autoridade por ela não ter compaixão de pessoas simples que estavam na mesma situação dele.


Em Isaías 55.8,9 descobrimos que somos infinitamente incapazes de entender os caminhos e pensamentos de Deus para conosco, por ser Ele muito elevado, assim coo em Jeremias 29.11 Deus demonstra que seu interesse é abençoar àqueles que o servem.


Mas erramos tantas vezes que não conseguimos sequer entender o que vem a ser a misericórdia de Deus, falamos todos os dias sobre a sua justiça e não enxergamos o favor e a graça do Senhor. Em Ezequiel 20.44 Deus enfoca isso, mencionando que embora não mereçamos Ele vai nos socorrer pois isso faz parte da soberania Dele (Êxodo 33.19b). Em Lamentações de Jeremias cap. 3 e vers. 22 finalmente verificamos a extensão da misericórdia divina.


Por fim, se amamos é porque Ele nos amou primeiro… se perdoamos é porque Ele nos perdoou primeiro… se temos misericórdia de alguém é porque Ele teve misericórdia de nós primeiro. (1 Jo 4.19)


Sérgio André de Almeida. Pós-graduado em Ciências da Religião.


sábado, 26 de setembro de 2020

Zona de Conforto

 

Zona de Conforto

Texto:  E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes.” 2 Rs 2.11,12

A Paz do Senhor,

Ao ler o texto acima as pessoas têm a tendência de comentar sobre os carros de fogo ou sobre o redemoinho como pontos principais e os personagens como secundários, mas a ideia é justamente o contrário... a história dos personagens são o ponto principal desta epícope.

Lendo os versículos anteriores encontraremos Elias, Eliseu e 50 profetas; ambos sabiam do arrebatamento de Elias e queriam acompanhá-lo. Todos tinham um certo grau de intimidade com Deus ( em nossos dias diria que todos liam a bíblia e iam à igreja), mas havia algo superficial nos 50 profetas que não permitia que eles vissem milagres da parte de Deus: todos permaneciam em sua Zona de Conforto.

No versículo 7 do livro de 2 Reis vemos que os 50 profetas pararam em frente ao Rio Jordão, local com árvores, alimentos, conforto... mas apenas Eliseu percebeu que àquele não era o lugar onde Deus iria operar, por isso seguiu com Elias rumo ao deserto.

A Zona de Conforto é agradável, temos tempo de ler e orar, mas também temos distrações (cônjuge, filhos, netos, afazeres domésticos, trabalho, etc.), mas ir ao deserto exige força e coragem para enfrentar o calor, a sede, falta de mantimentos, medo de salteadores (ladrões), enfermidades (hoje inclui a COVID 19).

Em conversa com o pastor de determinada igreja ele me relatou que um grupo de pastores e irmãos idealizaram que uma igreja moderna (Novo Normal) não precisa de Escola Dominical presencial, apenas on-line. A Zona de Conforto falou mais alto mas não prevaleceu pois a maioria percebeu que esses irmãos não tinham interesse em sair de casa em um dia de domingo para aprender a palavra, preferiam assistir a uma gravação quando e como quisessem (deitados no sofá se não houver distrações), mas as dúvidas não seriam tiradas, nem o assunto seria explorado de acordo com as necessidades do grupo, pois não haveria grupo.

Da mesma forma conversei também com outro pastor que me relatou que um belo dia, quando ainda não era evangélico e estava trabalhando em um quartel do Exército, ouviu uma canção evangelística ecoar do refeitório daquela Unidade Militar, era um soldado solitário fazendo um culto sozinho (ele cantava, lia a palavra e depois orava). No dia seguinte, lá estava aquele militar sedento de ouvir aquela canção novamente e procurou o refeitório onde ouviu falar de Jesus. Um soldado saiu da Zona de Conforto e decidiu, sozinho, fazer a vontade de Deus o que resultou na salvação daquela vida que, anos depois, se tornou pastor e capelão do Exército Brasileiro.

Vivemos dias em que as pessoas procuram a igreja apenas em busca de bênçãos (Jo 6.26), quando precisam encarar seus medos e sair da Zona de Conforto (talvez evangelizar mesmo com poucas pessoas ou ir à igreja em tempo de pandemia) muitas pessoas recuam e preferem ficar em local seguro e confortável. Essa é a diferença entre os que presenciam milagres e os que só tomam conhecimento da existência deles.

Sair da Zona de Conforto faz toda a diferença na hora de ver seu grupo crescer, ou ver almas se convertendo ao Senhor, ou seus alunos tendo interesse pela palavra. A maioria das pessoas (como os 50 profetas) preferem ouvir os testemunhos, mas algumas sofrem pelo evangelho e acabam vendo a manifestação divina, presenciando milagres. Saem da Zona de Conforto e pedem a Deus estratégias para enfrentar cada situação e permanecem firmes mesmo em meio à tribulação, entendem que as palavras de Jesus em João 16 e 33 se aplicam aos cristãos de hoje, ter bom ânimo (alegria, força, interesse) em meio às aflições não é fácil, mas necessário para fazermos a vontade de Deus.

Shalom!

Sérgio André de Almeida, pós-graduado em Ciências da Religião.