domingo, 13 de setembro de 2026

Contra a Corrupção

 

CONTRA A CORRUPÇÃO

 

        Em uma nação mergulhada em denúncias cada vez mais graves de corrupção, em pleno período eleitoral, quando vemos acordos sinistros para sufocar a verdade e acusar a quem investiga, verificamos que nenhum candidato põe em seus programas propostas claras que deem alento a essa demanda, por isso verificamos que os eleitores estão sendo desviados do foco principal quando antes precisam perceber que as verdadeiras propostas deveriam atingir:

1.      STF: Mandato de 08 anos para os ministros, como no caso dos senadores que são eleitos pelo povo; aprovação de código de ética; voltar a segurança aos ministros aposentados durante apenas 03 anos (não mais vitalícia, como querem); limitar as decisões monocráticas; novos ministros escolhidos através de uma lista tríplice elaborada (indicações: 01 nome pelo STF, 01 nome pelo MPF, 01 nome pelo presidente do congresso) evitando assim indicação dos amigos íntimos dos presidentes da república; regras claras para a suspeição dos ministros, principalmente quando são envolvidos ou seus familiares em algum processo;

2.      Congresso:  Transparência nas emendas parlamentares com identificação do parlamentar que enviou, identificação de quem recebeu, divulgação do projeto a que se destina e prazos de cumprimento tanto em sites quanto em placa na frente do local onde será efetuada a obra; fim das votações secretas (onde os parlamentares não se identificam), os eleitores têm o direito de saber como votam seus parlamentares; proibição de anistia a qualquer político que não prestar conta das verbas eleitorais ou daqueles que não tiveram suas contas públicas aprovadas;

3.      TCU / TCE: Mandato de 08 anos para os conselheiros; novos conselheiros escolhidos em lista tríplice (no TCU mesmas indicações citadas para o STF, para os TCE 01 nome pelo TJ, 01 nome pelo MP e 01 nome pelo presidente da Assembleia Legislativa);

4.      Educação: Retorno da matéria Educação Moral e Cívica aos alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental, bem como de Organização Social e Política Brasileira para os alunos do 1º ao 3º anos do ensino médio, a fim de que conheçam o funcionamento político brasileiro e aprendam como fiscalizar cada ente, sem serem cooptados para venda de votos.

“Quando um justo governa, o povo se alegra; quando um ímpio domina, o povo geme.” Provérbios 29.2

“Por esse motivo a lei e o direito se enfraquecem e a justiça nunca prevalece. Os ímpios prejudicam e extorquem os justos, e assim a justiça é pervertida.”  Habacuque 1.4

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ESFORÇA-TE

 ESFORÇA-TE

TEXTO: Josué 1.9

O nome Josué significa "Deus é a salvação". O texto acima menciona uma promessa direta a Josué apenas, não foi dada aos pais ou irmãos deles, só ele podia desfrutar dela.

Há outros personagens bíblicos a quem Deus também fez a mesma promessa, como Moisés em Ex 3.12 e gideão em Jz 6.12. Em ambos os casos a promessa foi dada a uma pessoa apenas.

Mas o nosso Deus age diferente de nós e em Is 55.8,9 declara que os 'pensamentos de Deus' são bem maiores que o nosso. Sendo assim, em mt 28.18-20 ele também faz uma grande promessa, desta feita não para uma pessoa mas para a igreja que Ele erigiu.

Em Mt 11.12 tomamos conhecimento que o reino dos Céus é tomado a força, então precisamos nos esforçar para permanecermos debaixo da promessa. Que bom que o nosso Deus é compassivo e declara em Ap 3.8 que tem conhecimento que nós temos pouca força, mesmo assim espera que não neguemos o nome Dele.

Por fim, permaneçamos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor - 1 Co 15.58


sábado, 22 de novembro de 2025

A minha Graça te basta

 

A minha Graça te basta

Texto: 2 Co 12.9

Basta a ti a graça minha (grego: Ảρκει σοι ή χάριs moʋ)

Ảρκέω – basto, sou suficiente.

Ảρκει (impessoal)- basta, estou satisfeito. (Dicionário do Novo Testamento Grego)

Paz, o texto acima aduz a um fato que transcende ao entendimento de muitos: O cristão não está a procurar outra coisa para lhe preencher, pois já a encontrou em Cristo. Cristo é suficiente para ele.

Em Rm 8.28 Paulo enfatiza que “Tudo coopera para o bem...” (coopera = σʋνεργέω – ajuda na obra), referindo-se ele à obra do Senhor. Vide Fp 1.6 quando ele menciona a “boa obra” do Senhor que tem início, meio e fim.

Uma pessoa que deposita sua fé em Deus e espera nele (Sl 37.5) não procura outros caminhos para resolver seus problemas ou obter felicidade, pois essa pessoa sempre irá procurá-la em Cristo. Não haverá apostas na loteria, megasena, jogos esportivos, estelionato, sonegação fiscal, tráfico ou qualquer outra coisa visando o benefício próprio e que denote que essa pessoa não quer “confiar e esperar” nos propósitos divinos.

Sabemos que o mundo procura os seus próprios interesses conforme encontramos em 2 Tm 3.1-5, mas ao cristão cabe seguir a orientação do seu Mestre que nos manda buscar primeiramente a Deus (Mt 6.33).

Sérgio André - pós-graduado em Ciências da Religião.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

O Estado laico deturpado: Mais uma cruzada antirreligiosa do MPF

 

O Estado laico deturpado: Mais uma cruzada antirreligiosa do MPF

Autor: William Douglas

Parecer do MPF contra assistência espiritual na PRF deturpa a laicidade e ameaça a liberdade religiosa garantida pela Constituição.

O recente parecer e recomendação do Ministério Público Federal (Recomendação PRDC/RJ 16/25), assinados pelo procurador Jaime Mitropoulos, contra o serviço de Assistência Espiritual da Polícia Rodoviária Federal, não são defesa da laicidade - são a negação dela. 

Infelizmente, a PRF, certamente pressionada pela força institucional do MPF, cedeu, em prejuízo da Constituição Federal, da liberdade religiosa, do bem-estar e do livre-arbítrio dos policiais da PRF.

Sob o pretexto de "proteger o Estado laico", o MPF exigiu a extinção completa da assistência espiritual e religiosa na PRF, recomendando a revogação da Portaria 1737/2023 e de toda forma de apoio espiritual. Ocorre que essa postura não defende a neutralidade do Estado: ela impõe o silêncio religioso, substituindo o Estado laico por um Estado confessional ateu, o mesmo modelo excludente do laicismo francês - incompatível com a Constituição brasileira.

O passado conta a história de cruzadas religiosas; agora estamos vivendo cruzadas antirreligiosas utilizando a força institucional do MPF, o que é trágico. A vítima da vez é a Assistência Espiritual da PRF.

Em 2017, O GLOBO publicou artigo de minha autoria com o título "Até quando vamos tolerar a intolerância?", que criticava justamente a intolerância religiosa praticada por alguns membros do MPF. Uma semana depois, os procuradores Jaime Mitropoulos e Sergio Suiama publicaram, no mesmo O GLOBO, o artigo "Defesa do Estado Laico", em resposta ao meu. Então, com maior vagar, publiquei o artigo "Decida o leitor: quem é o laico? Quem é o intolerante?", no site JusBrasil. Já naquela época, alertei que confundir laicidade com hostilidade à fé é erro grosseiro e perigoso. O tempo mostrou que alguns membros do MPF não desistiram de perseguir a fé.

Vale registrar que, pouco tempo depois da publicação do artigo dos procuradores da República, o caso do Arquivo Nacional chegou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Processo 0161758-57.2016.4.02.5101, Relatora Desembargadora Federal Nizete Lobato). A corte federal, como não poderia deixar de ser, garantiu a vigência da Lei Magna e afirmou que o uso facultativo de espaço público para reuniões religiosas não viola o Estado laico, desde que não cause prejuízo ao serviço nem exclusão de outras crenças. O acórdão é claro ao declarar que "o Estado laico, porque é aberto a todas as religiões, pode até estimular manifestações de fé e espiritualidade em suas repartições, apenas cuidando que se façam nos horários de descanso e sem prejudicar o serviço", reconhecendo que tais encontros "fomentam solidariedade, reduzem o estresse e favorecem o bem-estar dos servidores". Em suma, o TRF2 concluiu que a conduta do diretor do Arquivo Nacional não configurou improbidade nem violação à laicidade, mas expressão legítima de liberdade religiosa - exatamente o caminho constitucional que o procurador, novamente, insiste em contrariar.

O episódio da PRF prova que a tese de 2017, rechaçada pelo Judiciário, "ressuscita" em mais uma ação antirreligiosa, a qual jamais deveria ser institucionalizada. Agora, tenta-se impedir até que servidores - adultos, conscientes e livres - possam receber apoio espiritual fora do horário de serviço. Até porque a assistência só ocorria mediante solicitação expressa do servidor que quisesse ser atendido, seja em casa, no intervalo do trabalho ou no hospital. Nenhum servidor era atendido em seu horário de trabalho. 

Há ainda outras ações do MPF que  atingem a fé: há um esforço para criminalizar como transfóbicos padres e pastores, e outros cidadãos, que tão somente repetem o que a Bíblia diz e mencionam verdades biológicas. O MPF não pode escolher proteger alguns cidadãos e ignorar os direitos de outros, ainda mais quando diante da liberdade de opinião e/ou de crença.

A Constituição de 1988 é clara. O artigo 5º, VI e VII, assegura: "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias"; e que "é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva".

Ora, se até em hospitais, presídios e quartéis o Estado deve permitir assistência religiosa, com maior razão deve permiti-la a servidores públicos que voluntariamente desejem receber apoio espiritual. Impedir isso é violar a Constituição, ao invés de aplicá-la. Mais ainda, o policial rodoviário convive com tragédias humanas na carnificina das rodovias e no enfrentamento a toda espécie de crimes em sua área de atuação. O índice de suicídio entre as forças policiais é maior do que o da população em geral. Os policiais enfrentam desafios inimagináveis, não havendo nenhuma dúvida de que o apoio espiritual ajuda em diversos sentidos. Mesmo assim, alguns membros do MPF parecem especialmente dedicados a perseguir a fé religiosa, em especial a cristã. E, vale dizer, ainda ousam fazer isso sendo pagos por um país que é 90% cristão e desperdiçando energia que poderia ser utilizada no combate à corrupção e a problemas de verdade.

O artigo 19, I e III, da Constituição Federal reforça o equilíbrio: o Estado não pode "estabelecer cultos religiosos, subvencioná-los ou embaraçar-lhes o funcionamento", devendo manter "colaboração de interesse público" com as confissões religiosas. A palavra colaboração é fundamental. O Brasil não adotou o modelo ateu e militante da Revolução Francesa, mas a laicidade colaborativa, que reconhece o valor social da fé e a sua contribuição para a dignidade humana, a fraternidade e a paz.

O argumento de que permitir uma assistência espiritual cristã viola a igualdade é falacioso e uma inaceitável distorção. O que fere a igualdade não é a existência de uma capelania, mas a proibição de outras - o que o próprio projeto da PRF deixa claro não existir. Se qualquer grupo religioso, ou mesmo ateu, quiser instituir uma assistência espiritual própria, poderá fazê-lo - é isso que o verdadeiro Estado laico garante. O que a minoria não pode é impedir a manifestação da maioria. E, num país em que mais de 90% da população se declara cristã, negar a existência de capelania cristã é negar a realidade cultural nacional. E, repita-se, qualquer outro grupo religioso também pode se organizar e proporcionar esse tipo de amparo.

O Supremo Tribunal Federal, em precedentes como a ADI 4.439/DF (rel. Min. Roberto Barroso, rel. p/ acórdão Min. Alexandre de Moraes) e a ADI 3.478/RJ, reconheceu que o Estado deve manter neutralidade sem hostilidade, assegurando "igual respeito a todas as crenças e não crenças". O mesmo STF, no ARE 1.014.615/RJ, relatado por Celso de Mello, afirmou que "o Estado não tem - nem pode ter - interesses confessionais" e que "impedir a liberdade de crença equivale a negar a própria democracia".

Curiosamente, membros do MPF, que deveriam garantir a liberdade religiosa, insistem em fazer aquilo que a Suprema Corte repele: transformar a laicidade em instrumento de exclusão, interditando a convivência entre fé e serviço público.

A decisão da PRF de aceitar a recomendação do MPF e revogar a sua Comissão de Assistência Espiritual (Portaria 1589/2025) é um retrocesso jurídico, cultural e humano. Significa ceder à pressão que sabemos ser de monta considerável, mas que precisa ser rejeitada, já que contraria os artigos 5º e 19 da Constituição. Falar em "aceitar a recomendação" seria injusto com o Diretor-Geral da PRF, pois a expressão "recomendação" traz consigo uma verdadeira ironia, já que, na prática, é uma espécie de "coação legalizada", pois todo gestor sabe os ônus de responder a uma ação civil pública do MPF. Para comprovar isso, basta ler o final do Ofício/PRRJ/PRDC nº 12291/2025 (69013514), página 13:

"Destaca-se que a presente Recomendação não esgota a atuação do Ministério Público Federal sobre o tema, não excluindo a possibilidade de futuras recomendações, termos de ajustamento de condutas para celebrar possível autocomposição ou, avaliado o contexto fático-jurídico, eventual ajuizamento de ações civis públicas, caso necessário, conforme art. 11 da Resolução nº 164/2017 do CNMP."

Infelizmente, a PRF não conseguiu ter a mesma firmeza de decidir em defesa do verdadeiro Estado laico, como fez o TRF2. É bem verdade que os órgãos da administração pública temem ser objeto de ações judiciais promovidas pelo MPF, as quais impõem justo receio de problemas. Uma recomendação do MPF tem o condão de assustar bastante, mais uma razão para não ser utilizada de forma indevida. Qual servidor pode enfrentar a força do MPF e uma ação judicial? É mais fácil ceder, ainda que em prejuízo dos direitos civis e do bem-estar dos policiais.

É lamentável que a força institucional do MPF se preste a manejo ideológico contra a liberdade religiosa, em vez de zelar por ela. Em paralelo, não há autonomia funcional que autorize um membro do MPF a afrontar a Constituição. Autonomia não é licença para arrogância  antiteísta. A Constituição não concede poder a nenhum agente público para perseguir a fé alheia nem para transformar a laicidade ou a sua caneta em arma contra a espiritualidade. O caso concreto é ainda mais trágico porque pessoas que voluntariamente se reúnem em seu tempo livre para rezar ou orar não incomodam ninguém (salvo eventuais intolerantes religiosos), não praticam crime, não desviam verbas públicas, não causam dano - só produzem coisas boas. O MPF não deveria se incomodar com isso. A impressão que passa é que o país não tem problemas graves. Ou, como diz Jesus, "coam mosquitos e engolem camelos".

É preciso dizer com clareza: impedir capelania ou qualquer assistência espiritual de qualquer matriz religiosa é violar a liberdade religiosa, é desrespeitar a diversidade, é macular a tolerância. O Estado laico não proíbe a presença de Deus na esfera pública; ele apenas proíbe que o Estado escolha quem tem direito de crer ou como crer. A diferença entre laicidade e laicismo é a diferença entre liberdade e intolerância.

O teólogo Timothy Keller, em A Fé na Era do Ceticismo, lembra que as sociedades que tentaram eliminar a religião acabaram "transcendentalizando outras coisas" - o Estado, a ideologia ou o poder - e produziram mais intolerância do que pretendiam combater. É exatamente esse o risco de um laicismo militante travestido de neutralidade.

O Brasil é um país de fé plural, e não um país de fé proibida. O papel do Ministério Público é defender a Constituição, não reinterpretá-la para atender à própria descrença de alguns de seus membros. Reprimir a capelania é reprimir o espírito da liberdade. O Brasil precisa de mais razão jurídica e menos militância ideológica. Afinal, como disse há oito anos, "não há nada mais a favor da liberdade do que defender a laicidade do Estado sem perseguir quem tem fé".

William Douglas

Professor de Direito Constitucional e escritor.

Visto dia 14jul25 em: https://www.migalhas.com.br/depeso/444444/o-estado-laico-deturpado-mais-uma-cruzada-antirreligiosa-do-mpf

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Sinais de um futuro próximo

 Sinais de um futuro próximo

 

¹⁶ E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,

¹⁷ Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

¹⁸ Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

Apocalipse 13:16-18

Paz, irmãos. Muitos têm escrito sobre a vinda do anticristo (besta) e alguns livros se tornaram best seller (melhores vendas). Cada qual que conte à sua maneira qual o seu entendimento das palavras bíblicas contidas nos versos acima. Extraindo-se apenas o versículo 16 em seu sinal na mão ou na testa, hoje, mais claramente conseguimos visualizar algo de concreto: a tecnologia biométrica.

Na atualidade o uso cada vez mais necessário da biometria (leitura facial, dos olhos, da voz, da palma da mão ou digital) vem trazendo uma gama de aplicativos e novas funcionalidades principalmente usadas para identificar pessoas e correlacioná-las aos seus dados jurídicos, criminais ou financeiros.

É aí que entendemos que o sinal na mão ou na fronte não precisa ser o implante de um chip ou um QR Code, mas o nosso Deus já nos fez nascer com nossa identidade genética, física e visual e que isso está sendo usado para nos identificar de forma benéfica, principalmente quando queremos evitar golpes financeiros, mas também, pode ser usado para identificar criminosos.

Hoje tudo o que fazemos em países mais desenvolvidos é rastreado: votamos em urnas eletrônicas, nossa CNH é digital, nossa identidade e CPF permitem o rastreio de nossas informações inclusive ao usarmos um cartão de crédito ou fazermos um PIX, a polícia nos identifica através de câmeras, aeroportos nos identificam biometricamente, bancos também, etc... os líderes mundiais já idealizaram que esse é o caminho para rastrear, localizar e acompanhar todas as ações humanas.

Imagine um momento em que o mundo só permitirá a moeda virtual (o Brasil já possui a DREX que substituirá o papel moeda) e que todas as transações financeiras e econômicas só serão feitas virtualmente, permitindo ao governo saber quanto cada pessoa ganha, quanto gasta, onde gasta, como vive, onde se encontra... essa moeda permitirá identificar quem esconde uma segunda fonte de renda, quem sonega impostos, quem trafica etc. Você percebeu que anos atrás os marginais pediam a carteira da vítima e hoje pedem apenas o celular ou a aliança?

¹ Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;

² Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;

³ Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

1 Tessalonicenses 5:1-3

Quando aparecer um grupo de pessoas (líderes mundiais) anunciando que acharam uma forma de acabar com os crimes e trazer paz para a sociedade então você saberá exatamente que a vinda do Senhor está próxima e saberá automaticamente quem será o anticristo, não havendo necessidade de conjecturas ou que alguém lhe avise, basta apenas observar os sinais à sua volta.

Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Sérgio André, pós-graduado em Ciências da Religião.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O Teatro da Vida Cristã

 

O Teatro da Vida Cristã

Paz, ontem à noite, 02 de setembro, assisti ao maior desfile militar dos últimos 80 anos e que aconteceu na China (lá já era manhã de 03 de setembro). Independente das ideologias por trás de tudo, o desfile foi muito bonito, uma sincronia impecável com mais de 10.000 militares, fora os outros 10.000 empregados na segurança e apoio... foram tropas, drones, tanques, submarinos, aviões, helicópteros, veículos blindados guiados remotamente, mísseis, armas à laser, e o primeiro desfile de mísseis nucleares em formação (16 ao todo).

Um verdadeiro teatro para mostrar força e parte de seu poderio bélico. Uma estratégia que celebrava os 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial que, na verdade, mostrava o flerte dos poderosos com guerra, destruição e morte!

Eram líderes aliados de 26 nações que assistiam a tudo atendendo ao convide do líder comunista como Rússia, Coreia do Norte, Irã, Turquia e, no meio deles, o Brasil. Sim, nossa nação lá estava representada. A pergunta que os jornalistas se faziam era: o que o Brasil estava fazendo ali?

 Hoje, analisando o nosso país dividido por uma ação política que visa ‘dividir para governar’, percebendo que alguns líderes religiosos embarcaram nesse caminho selecionando a direita ou a esquerda e, também, dividindo o rebanho, me pergunto: o que os líderes evangélicos estão fazendo no meio da política?

O fato é que vivemos em um ‘teatro da vida cristã’ enquanto aguardamos líderes que sirvam de exemplo para o seu rebanho na palavra, na doutrina, no amor e na oração, ensinando a doutrina bíblica aos membros (inclusive sobre política), de tal maneira que caiba aos membros (cujo voto é secreto) indagar quais candidatos ou partidos não estão indo de encontro à palavra de Deus e decidindo votar pelo bem da nação e da igreja, e não apenas pensando em si mesmos (2 Timóteo 3.1-5).

Enquanto vemos líderes religiosos processados ou ameaçados de prisão, não por anunciar a palavra de Deus, mas por se envolverem politicamente na divisão à qual fomos expostos, vemos mentes e ouvidos que não escutam mais a palavra de Deus acreditando que ela dá respaldo aos candidatos de determinados partidos políticos, quando deveriam apontar para Cristo.

Que acordemos enquanto é tempo, para que voltemos a anunciar apenas a Cristo em nossos púlpitos ao invés de darmos lugar e voz a líderes partidários, prestemos atenção na igreja de Pérgamo que caiu nos tropeços de Balaão (Apocalipse 2.12-17) e fujamos dessas ciladas. A igreja é um projeto de Deus para anunciar salvação à humanidade e não qualquer outra coisa. Shalom!

Sérgio André – pós-graduado em Ciências da Religião.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Experiência de Quase Morte – Sonho ou realidade?

 Experiência de Quase Morte – Sonho ou realidade?

No ano de 1975 o Dr. Raymond Moody Junior, psiquiatra norte americano, lançou o livro “Vida depois da vida”, best seller no qual traz esclarecimentos, segundo sua ótica, do que vem a ser a experiência de quase morte (EQM), fato em que pessoas que enfrentam uma situação onde sofrem uma Parada Cárdio Respiratória (PCR), passam por uma Ressuscitação Cárdio Pulmonar (RCP) e, ao estabilizar suas condições de vida, relatam que tiveram uma experiência incomum onde o espírito saiu do corpo e viram ou ouviram tudo o que acontecia na sala de cirurgia, foram guiadas até um ambiente de muita luz e paz, na presença de anjos ou entes queridos de onde não querem mais voltar...

              O Referido Doutor Raymond descreve a EQM como “...um estado muito profundo de consciência transcendental”. O Dr. Sam Parnia, também psiquiatra norte americano, que entrevistou 567 pessoas que passaram por EQM, denominou o fato de ‘Morte Lúcida’ e estima que quanto mais demorada a RCP mais demorada é a experiência narrada pela pessoa. Também descreve que a EQM pode ser causada por uma ‘onda de energia elétrica liberada quando o cérebro fica sem oxigênio’. (Fonte: internet)

              As pesquisas mais recentes indicam que a cada cem (100) pessoas que são acometidas por PCR nove (09) têm a EQM e o que tem de comum entre essas pessoas é que elas sempre narram suas experiências com base o contexto cultural em que vivem, as crenças que possuem, como se estivessem em um transe ou sonho; ou seja, se a pessoa é espírita acredita ver um espírito de luz que a guia ao encontro de entes queridos já falecidos, católicos acreditam ver Nossa Senhora no céu que lhes revela um segredo, evangélicos acreditam ver Jesus e ir ao céu, judeus acreditam ver a Deus ou a anjos...

              Então, a Experiência de Quase Morte é uma revelação? Tudo indica que não. Embora a ciência ainda não possa descrever com precisão o que seja a EQM, bem como não possua paralelo bíblico, os cristãos têm o costume de acreditar ser uma revelação e testemunhar dela para todos a seu redor. Mas lembro que pessoas de diversas crenças relatam ter tido a EQM o que deixa claro não ser algo exclusivo dos cristãos, mas uma realidade sensorial e mental do ser humano em estado crítico.

              De forma bem simples, acredito que devamos enquadrar tais experiências no livro de Jeremias 23. 28 : “O profeta que tem sonho, conte-o apenas como sonho...”

Sérgio André – pós-graduado em Ciências da Religião.


sexta-feira, 16 de maio de 2025

A armadura de Saul

 A Armadura de Saul

Texto: 1 Sm 17.38-40

         Paz, quando lemos a história de Davi e Golias, mas detidamente o desafio de Golias (um gigante com aproximadamente 3m e10 cm de altura) e a forma como Davi o venceu, nos deparamos com muitos contos e filmes sobre o assunto, alguns que nem são fidedignos ao texto sagrado. Embora o gigante além de alto também tivesse a ajuda de um escudeiro para carregar suas armas o jovem Davi, com pouca experiência nos armamentos (estimasse que tivesse entre 18 a 20 anos de idade e estivesse fazendo os primeiros treinamentos no exército, haja vista que, naquela época,  o treinamento começava aos 18 e o militar só podia ir aos combates após os 20 anos, mas antes disso ele podia assistir, como foi o caso de Davi), foi o único que encarou o desafio.

         No entanto, hoje, caro(a) leitor(a), quero focar na atitude do Rei Saul. Primeiro se escondeu para não dar satisfação à tropa... segundo queria escolher a pessoa apropriada para o combate para tentar justificar sua ausência. Terceiro, não tendo opção melhor (a seus olhos) tentou convencer Davi a usar sua armadura para melhorar sua imagem pois  os combatentes saberiam que aquela armadura pertencia ao rei. 

          Davi, sabiamente e de forma politicamente correta (pois estava dizendo 'não' ao rei), conseguiu se desvencilhar dessa armadilha e caminhar em direção ao gigante apenas com sua confiança em Deus. Esse fato é de vital importância para o crente nesses dias maus, pois muitos estão aceitando viver com a armadura e a imagem de Saul a seu lado, acreditando que seus esforços ou o conhecimento pessoal ou politico que possui irão ajudá-lo em todas as situações.

        Antes de tudo, irmãos, devemos lembrar que precisamos nos revestir da Armadura de Deus (Efésios 6.10-18) para podermos fazer tudo e permanecermos em pé, pois não será o nosso conhecimento ou os contatos (Net work) que possuímos que nos dará força ante ao dia mal, mas a presença de Deus em nossas vidas.

          Se o(a) leitor(a) ler Jó 13.15 verá que somente uma pessoa que se revestiu da armadura divina e não da sua própria ou a de seu protetor consegue crer no livramento divino, mesmo estando no vale da sombra da morte.

           Por fim, sabemos que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6) e que a nossa fé sem as obras é morta (Tg 2. 17), portanto não somente fale de Cristo mas reproduza-o em todas as situações de vossa vida. Shalom!

Sérgio André - pós-graduado em Ciências da Religião.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Dia da Bandeira Nacional

 Dia da Bandeira Nacional

Paz,

Percebemos que, nesta data, dedicada a Bandeira Nacional, a imprensa brasileira, dedicando-se apenas a fatos políticos nacionais e internacionais, nem fez menção a esse símbolo nacional. O que na maioria dos países indica respeito e dedicação, patriotismo e segurança, em nosso país tem sido esquecido.

Mas, em Deus, arvoraremos pendões... conforme narra o Salmo 20 e verso 5. Oremos por nossa pátria e agradeçamos a Deus pelo belo símbolo que possuímos e que, ainda, significa porta aberta ao evangelho e espaço para a obra do Senhor. Amém.

Sérgio André, Cel RRPMPE e pós graduado em Ciências da Religião.

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Eleição: Tempo de Guerra e Paz nas Igrejas

 

Eleição: Tempo de Guerra e Paz nas Igrejas


Paz,

Enquanto o afinco leitor saboreia mais um post aguardando enriquecer seus conhecimentos... do lado de fora de sua residência perambula algum correligionário político tocando marchinhas ou entregando ‘santinhos’, além de inúmeros encartes ou ‘cortes’ que enviam para seu app de mensagens ou outra mídia social. Sim, recomeçou o período eleitoral.

Digo ‘recomeçou’ pois o temos a cada dois anos em nossa nação. Dois anos que parecem eternos às ovelhas que aguardam ansiosamente por um ensino bíblico sobre política, que nunca vem. Em decorrência desse vácuo pedagógico todos parecem estar revivendo os dias dos juízes de Israel nos quais “cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos” (Jz 17.6)

Por esses dias um candidato a prefeito de São Paulo entoou o Hino Nacional Brasileiro em ‘linguagem neutra’, ou linguagem para ‘TODES’. Não, não usou no jingle de campanha dele; ele também não usou nos discursos dele. Usou-a no Hino Nacional para enviar uma mensagem direta a seus eleitores (ou à nação): ‘é isso o que eu quero pra vocês!’

E os pastores, o que fizeram? Esse mesmo candidato lotou um auditório com pastores ou líderes religiosos que o apoiam em sua campanha (mesmo sabendo da doutrina do partido dele que luta em prol do aborto, liberação da maconha e pela ideologia de gênero) esquecendo-se eles da repreensão divina que consta em Romanos 1.26 “... não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.”

O mais chocante é que tentam mudar a letra do Hino Nacional que é um símbolo nacional desde seu reconhecimento através do Decreto 171, de 20 de janeiro de 1890, reforçado pelo Decreto nº 15.671 de 06 de setembro de 1922 e ratificado pela Lei nº 5.700 de 1º de setembro de 1971. O que mais desejam eles mudar? Será a cor da Bandeira do Brasil? Ou nossa fé? Tudo em nome de uma ideologia amplamente assumida por eles...

E os cristãos? Como não percebem o valor de seus votos para a eleição de uma pessoa que segue os princípios bíblicos ou não? Se o próprio Deus alerta que há diferença entre eles (e para nossa nação)? O que realmente colocamos em primeiro lugar: os nossos interesses ou os princípios bíblicos e a moral? (“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça...” Mt 6.33)

Sérgio André – administrador e pós-graduado em Ciências da Religião.


terça-feira, 23 de julho de 2024

CENÁRIO POLÍTICO DIVERSO

 CENÁRIO POLÍTICO DIVERSO

Paz, há dois anos atrás a população pernambucana, face a ausência de uma terceira via, precisou escolher entre um cravo raivoso e uma rosa, com todos seus espinhos. A rosa faturou o combate. 

Neste ano a disputa eleitoral põe na mesa novas cartas, com a união do PSB com o PT, há uma grande possibilidade do herdeiro faturar a continuação de seu mandato, pelo menos até 2026, quando veremos a rosa 🌹, com seus espinhos, disputando a continuidade frente ao herdeiro (com o peso das fantasias do pai e a tentativa de retorno do clã ao poder). 

Haverá uma terceira via forte? Ou teremos de escolher entre os dois (que é o mesmo que não ter escolha)?

Resta saber como o cravo, que saiu ferido, vai reagir... e agora José? José para onde?

Shalom!

Sérgio André de Almeida - Pós-graduado em Ciências da Religião e Administrador. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

O OLHAR DE MISERICÓRDIA

O OLHAR DE MISERICÓRDIA

Texto: Pv 15.3

“Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.”

 

A paz do Senhor, analisando o texto acima podemos discorrer sobre a primeira, a última ou ambas as partes do versículo. É comum vermos pessoas lendo e comentando sobre aspectos específicos como as ações dos maus. Isso é compreensível. Até o salmista Davi menciona que não é possível fugir da Sua presença (Sl 139.7), mas só deseja fugir de algo ou alguém quem está ciente de algo errado. Assim quem sugere um olhar de justiça se apega a trechos como:

Daniel 5. 5 = quando Deus viu a altivez do rei Belsazar e, com a mão misteriosa, escreveu a sentença final do reino e vida dele em uma parede.

1 Reis 14.5,6 = quando Deus viu a mulher do rei Jeroboão se disfarçando para enganar ao profeta Aías e anunciou ao profeta uma dura mensagem ao rei.

Números 22. 31,32 = quando Deus viu a ambição de Balaão e foi ao encontro dele fazendo a jumenta falar.

Atos 5.3,4 = quando Deus revela a Pedro a mentira e o engano ambiciosos de Ananias e Safira.

Mas é necessário destacar que o versículo de provérbios não relata que Deus olha apenas para os maus, o nosso Deus que é justo também olha para aqueles que são sinceros e desejam servi-lo, mesmo sendo imperfeitos, pois Deus não se importa e os observa pelo que têm no coração, como disse ao profeta Samuel (1 Sm 16.7= Deus não vê do mesmo jeito que o homem). Vejamos:

João 1.48 = quando Jesus revela que tinha conhecimento de um segredo de Natanael alguns pensam em algo negativo, mas o salmista anuncia “ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus;” (Sl 51.17)

Atos 19.5 = quando Jesus olha para Zaqueu, observa o coração contrito e o convida a cear (Ap 3.20).

Mas a passagem ainda mais interessante está em João 21. 15-17, nesta passagem o nosso Senhor Jesus sonda e conhece ao coração de alguém orgulhoso que acabara de negá-lo e traí-lo e, mesmo assim, o perdoou e foi a seu encontro.

Nosso Senhor não olhou para os erros de Zaqueu e de Pedro, mas antes, com um olhar de misericórdia (Lm 3.22), assim como menciona o salmista (Sl 130.3,4) que Deus não leva em conta as nossas falhas quando estamos dispostos a mudar de direção e voltarmos ao Senhor (Ap 2.5).

O olhar de misericórdia de nosso Senhor faz toda a diferença quando lembramos que Jesus morreu na cruz para que tenhamos condições de alcançarmos a salvação, não por nossos esforços, mas por sua infinita Graça (Ef 2.8,9).

Que tenhamos fixo em nossa mente que o olhar de misericórdia de nosso Deus supera todos os nossos erros e joga luz em nossas trevas (Sl 18.28).

Sérgio André - pós-graduado em Ciências da Religião.

Shalom!

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

ISRAEL E O POVO PALESTINO - BREVE RESUMO HISTÓRICO

 ISRAEL E O POVO PALESTINO - BREVE RESUMO HISTÓRICO


1948 – Criação do Estado de Israel. Os países árabes (Egito, Síria, Iraque, Líbia e Jordânia) são contra e atacam o país de Israel que se defende.

1967 – Guerra dos Seis Dias. A Síria, a Jordânia e o Egito (apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão) se unem numa aliança militar contra Israel que faz um ataque preventivo e consolida as regiões do país incluindo a Faixa de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

1973 – Guerra do Yom Kippur (Dia do Perdão). Egito e Síria atacam Israel no feriado nacional. Israel se defende.

Anos 80 e 90 – Israel tenta vários acordos com os palestinos como o do Reconhecimento Mútuo em 1993 com a OLP (Organização para a Libertação dos Palestinos), onde ambos reconhecem o direito à existência de uma nação palestina e de Israel; o Tratado de Oslo (1994) onde Israel concede aos palestinos o direito sobre a Faixa de Gaza e a Cidade de Jericó. Em 1995 assinam o Tratado de Oslo II, concedendo aos palestinos o controle da Cisjordânia.

1987 – Criação do HAMAS (Resistência Palestina), organização que declara luta pela destruição total de Israel, tornando-se um grupo antissemita.

2000 – Os palestinos começam uma nova Intifada (Revolta) recomeçando os ataques contra Israel.

2006 – O Hezbollah (Partido de Deus) ataca Israel a partir do Líbano, Israel tenta contra-atacar, mas não consegue impedir a consolidação do Hezbollah naquele país.

2011 – Israel libera cerca de 1000 (mil) prisioneiros palestinos (inclusive o atual líder do HAMAS) em troca de apenas 1 (um) soldado refém do HAMAS.

2023 – Israel negocia acordo com a Arábia Saudita onde este reconhecia a existência do Estado de Israel e estabeleciam laços diplomáticos entre os países, esse acordo acabaria enfraquecendo os argumentos do Irã e as ações do Hezbollah. O ataque feroz do HAMAS com a intensão de causar a morte de israelenses também visava impedir tal acordo, justo no dia 07 de outubro quando se comemoravam os 50 anos da Guerra do Yom Kippur.

Fica registrado através da história que Israel, como um país soberano, mesmo sendo atacado e ameaçado de extinção por países árabes e grupos terroristas como o HAMAS, Hezbollah, o Fatah etc., vem procurando acordos que tragam a paz para aquela região e a cada ação para garantir a segurança de seu país vem sendo acusado de ser opressor por quem não tem nenhum interesse em realizar negociações de paz para acabar com o conflito, seja por qualquer motivo (político, ideológico ou religioso).

Sabemos que há opiniões divergentes em prol dos dois lados e que ambas devem ser respeitadas, mas nunca podemos esquecer que o direito à vida se sobrepõe a qualquer ataque, bem como é relevante entender o direito de quem é atacado de se defender sem ser acusado de ser opressor.

Oremos pela paz em Israel. Shalom!

Sérgio André – pós-graduado em Ciências da Religião

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

REITERANDO O VETO A DESCRIMINALIZAÇÃO DA POSSE OU USO DE DROGAS

 

Reiterando o veto a descriminalização dA posse OU USO de drogas

 

Felicitações!

No ano de 2015, quando do início da análise de um processo em que visavam a liberação do uso de drogas para recreação, postei uma mensagem neste blog com o tema: “Um veto a descriminalização da posse das drogas” (pesquise no blog), comentamos como, lamentavelmente, assuntos que não são de interesse da maioria da população aparecem em discussão no STF por não conseguir avançar no Congresso Nacional. Naquela época o processo ficou travado, mas, infelizmente, voltou a ser discutido no Supremo Tribunal Federal.

Os defensores da liberação da posse e uso das drogas, de maneira extensiva a todas elas, alegam que os usuários precisam de tratamento e não de processo criminal, que tal liberação pode ser benéfica (a quem?), que não há estudos conclusos que comprovem malefícios, que o governo poderia até lucrar com os impostos caso haja estabelecimentos autorizados a vender, chegando até a declarar que a maconha não vicia (será? E a Skank e a k9?)

Sabemos que há estudo suficiente que trata do assunto e até deixa claro que o uso de uma substância entorpecente (inclusive álcool) acaba estimulando a procura e o uso de outras, vejamos abaixo algumas delas.

Em 2014 o Dr. Dráuzio Varela entrevistou o psiquiatra Ronaldo Laranjeira (conteúdo postado no site do Dr. Dráuzio), nele ficou claramente relacionado o uso de maconha ao baixo desempenho intelectual e na capacidade da pessoa planejar; relacionou o uso de álcool como estimulante para a procura por outras drogas e a busca por substâncias declaradas pelos usuários como “mais forte” (cocaína).

Curiosamente, neste ano de 2023, o site G1 divulgou um infográfico com o título: “Entenda como a maconha age no corpo”, mostrando em que órgãos ela atua diretamente e, ao final, detalhando os efeitos da substância THC no corpo humano, dentre elas a perda da noção de espaço e tempo, diminuição da coordenação motora, prejuízo da memória recente, taquicardia, alterações de funções intelectuais etc. Já a CNN Internacional, neste mês de agosto de 2023, divulgou um estudo denominado “Marijuana users have more heavy metals in their bodies” no qual declara a existência de um alto índice de ferro, chumbo e cádmio no sangue e na urina dos usuários de maconha, bem como comprova que o uso da maconha afeta a habilidade de pensar e planejar, dentre outras informações importantes.

Mas então por que essa luta pela liberação da maconha e de outras drogas para uso recreativo? Quais benefícios ela traria para a sociedade brasileira? Em vários estados dos Estados Unidos houve a liberação do uso e da venda da maconha, imediatamente os lobistas abriram centenas de lojas e fabricaram centenas de produtos (inclusive confeitos, bebidas e roupas) gerando lucro para eles e impostos para o governo. Mas a pergunta permanece: e para a sociedade? Anos atrás participei de uma palestra ministrada por agentes de segurança do consulado americano em Recife onde, após indagação dos ouvintes, esclareceram que nos estados onde houve a liberação também houve o aumento percentual e visível de crianças intoxicadas, do interesse e consumo por parte dos adolescentes e dos acidentes de trânsito com vítimas. Tudo o que não queremos.

Reforço, por fim, que a liberação da posse e uso da maconha, e, pior ainda, de qualquer outra droga (exceto as prescritas por médicos) não trará benefício nenhum à nossa nação e ainda veremos impotentes o consumo nas portas de nossas casas, escolas, igrejas... pois nenhuma autoridade irá intervir com receio de ser enquadrado na Lei de Abuso de Autoridade e nada mais restará à nossa sociedade a não ser ver a destruição de mais e mais famílias.

Que Deus nos proteja. Shalom!

Sérgio André de Almeida – pós graduado em Ciências da Religião.


sábado, 26 de agosto de 2023

CONFIRMANDO A PROFECIA

 

CONFIRMANDO A PROFECIA

Texto: 1 Samuel 9.19

“E Samuel respondeu a Saul, e disse: Eu sou o vidente; sobe diante de mim ao alto, e comei hoje comigo; e pela manhã te despedirei, e tudo quanto está no teu coração, to declararei”

 

Paz, atualmente vivemos momentos de muita confusão profética dentro de nossas igrejas. São muitos profetas com mensagens cada vez mais contraditórias e até contrárias à Bíblia sagrada. Mas por que tudo isso?

O interessante que a Palavra de Deus é clara quanto às profecias, mas eu não me recordo de quando um pastor ensinou a igreja a respeito delas! A última vez que vi uma mensagem a respeito eu era adolescente e foi ministrada por um presbítero que fazia questão de manter o controle dos cultos...

Na passagem bíblica citada acima o desconhecido Saul percorreu grande parte do território de Israel atrás de aproximadamente 200 (duzentas) jumentas que eram o sustento da família dele e, ao encontrar-se com o profeta Samuel, uma palavra forte e difícil de acreditar lhe foi dita; para que ele cresse que a palavra vinha da parte de Deus Samuel também lhe disse qual era o desejo do coração dele, informou onde estavam as jumentas e, ainda, fez uma série de previsões que ocorreram no mesmo dia, somente para CONFIRMAR a palavra do Senhor.

 

Esse portanto é o primeiro passo para certificar se a profecia dita vem da parte de Deus: o nosso Deus confirma sua palavra. O nosso Deus faz questão de declarar aquilo que há no coração da pessoa para que ela saiba que é verdadeira a mensagem proferida. Vindo da parte de Deus não importa quanto tempo irá transcorrer entre a mensagem e o cumprimento dela, mas acontecerá do jeito que Deus falou, basta ficar no lugar para receber a promessa.

 

Ao contrário de alguns profetas de nosso tempo que gritam, marcham, pulam, colocam cadeiras na cabeça, giram feito peão etc., que chegam junto aos seus ‘alvos’ e dizem: abra a mão, receba uma chave, receba uma benção etc. e, no entanto, não dizem quando aquilo irá acontecer, não dizem como irá acontecer, não dizem nada sobre os problemas das pessoas (Será Deus insensível?), o Deus que usava os seus profetas fazia questão que a pessoa não tivesse dúvidas sobre a mensagem que ouvira...

 

É bonito ler as palavras de Daniel 8.17 que Deus determina tempos distantes e o profeta creu e escreveu para que soubéssemos; ou ver o testemunho de alguns missionários que foram comissionados por Deus, normalmente eles receberam o chamado e Deus confirmou falando a outras pessoas a mesma coisa (pastores, cônjuge, profetas etc.), tudo para que os seus servos não tivessem dúvidas.

 

A Bíblia dedica um capítulo inteiro para explicar como devem ser usadas as línguas estranhas e o dom de profecias, falo do capítulo 14 da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios. No versículo 25 Paulo assevera que, quando Deus fala, os segredos do coração são revelados, ou seja, as dificuldades que a pessoas está enfrentando são clareadas por Deus. Dos versículos 26 a 28 ele deixa claro que tem que ter uma sequência e, principalmente, intérprete. A mensagem tem que ser em nossa língua para que haja edificação, mas é comum vermos pessoas falando em línguas estranhas bem alto e interrompendo o culto e dizendo que é Deus, quando a Bíblia o manda ficar calado quando não houver intérprete.

 

Já no versículo 29 afirma que a igreja deve pesar, analisar, julgar a profecia, ao contrário do terrorismo aplicado hoje onde os ‘vasos’ afirmam para não tocar na mensagem ou no mensageiro porque podem ser feridas e ficar doentes... e como esquecer do versículo 40 que declara taxativamente que o culto deve transcorrer com ordem e com decência (entendimento). Não há ordem quando o culto é interrompido várias vezes por pessoas gritando ou falando em línguas estranhas (sem intérprete).

 

Como vimos, os pastores precisam ensinar suas ovelhas para não perderem a ordem do culto (alguns extrapolam o horário por conta do excesso de línguas, profetas ou movimento). Muitas vezes a palavra de Deus está sendo transmitida do púlpito com excelência e, de repente, uma pessoa interrompe aos gritos sem controle algum, negligenciando o fato narrado no versículo 32 que diz que o espírito está sujeito ao profeta, ou seja, cabe a ele se controlar.

 

Certa vez estive em uma igreja onde um jovem tinha o costume de, em dado momento do culto, se levantar falando em línguas estranhas, bater palmas, circular de um lado ao outro da igreja e, depois, sair da igreja e retornar trazendo alguém que estava do lado de fora. Além de não ter intérprete atrapalhava a mensagem e o culto e nada acontecia de bom nem com a igreja e nem com a pessoa que ele ‘pescava’ do lado de fora da igreja. Isso levou um certo tempo até um presbítero (o mesmo que falei acima) está dirigindo o culto e repreendê-lo do púlpito, mandando que ele sentasse e fizesse silêncio. A igreja ficou muda, sem saber a quem apoiar, mas foi um santo remédio pois aquele jovem nunca mais atrapalhou nenhum culto e nenhuma outra pessoa sentiu vontade (supostamente da parte de Deus) de interromper a mensagem que estava sendo pregada (exceto que houvesse intérprete, neste caso toda a igreja glorificava a Deus).

 

Há ainda aqueles profetas que tentam tirar proveito de suas mensagens, querendo receber alguma vantagem (dinheiro, pagamento de conta, cesta básica etc.), esquecendo o que consta em Deuteronômio 13.1-5, ou em Ezequiel 13.3, nem conhecem a história da lepra de Geazi narrada em 2 Reis 5. 26,27.

 

Espero que cada irmão que leu esta mensagem saiba identificar cada mensagem recebida através dos muitos mensageiros que percorrem a casa de Deus, pesando-as e glorificando a Deus quando elas são confirmadas. Shalom!

Sérgio André de Almeida, Pós-graduado em Ciências da Religião

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Quando chega o dia mau

 Quando chega o dia mau

Texto: Hc 3.17-19

“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.”

Paz, irmãos.

O que fazer quando nos falta tudo? O povo de Israel vivia do que produzia nos campos (agricultura) e dos animais que criava (pecuária), mas e se eles viessem a faltar? O profeta Habacuque menciona que isso poderia ocorrer e, mesmo assim, ele continuaria achando motivos para se alegrar no Senhor nosso Deus e com forças para trabalhar.

E não foi só Habacuque, o apóstolo Paulo a escrever o livro de Efésios (6.13) menciona a chegada do dia mau e diz que é possível continuar firme fazendo toda obra do Senhor (Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes). Como isso é possível?

Todos eles fazem questão de mencionar que a força para a resistência não se encontra neles, mas no Deus que lhes prepara para suportar aquele momento, o Deus que lhes concede uma armadura tal que fortalece a alma e o espírito.

O próprio Senhor Jesus Cristo também faz questão de mencionar os problemas desta vida, mas acrescenta que nEle encontramos paz e podemos vencer, conforme vemos em João 16.33 (Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo). O livro de Neemias (8.10c) menciona que “a alegria do Senhor é a nossa força” e é nesta força que Habacuque e Paulo se refugiavam, a força que vem de nosso Senhor Jesus Cristo.

Há uma história bíblica (2 Rs 4.18-37) narrando trechos da vida de uma Sunamita que em determinado momento viu o filho morrer em seus braços e, surpreendentemente, ela creu que “tudo vai bem”, que Deus tinha o controle, e se dirigiu até ao profeta Eliseu que orou a Deus e restituiu com vida o filho daquela mulher. Onde ela encontrou forças para manter-se firme se não no próprio Deus?

Em Lamentações de Jeremias (3.29) a bíblia cita que vale a pena o esforço de procurar a presença de Deus, pois nEle há esperança (Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança). Se nossa força existe apenas nos dias bons estamos nos enganando, conforme Pv 24.10 (Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena).

Precisamos buscar ao Senhor enquanto se pode achar e invocá-lo enquanto está perto (Is 55.6), para que possamos receber forças e termos reserva para quando a noite escura ou o dia mau chegar e continuarmos fazendo a obra do Senhor, permanecendo firmes, pois sabemos que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).

“Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”   1 Coríntios 15:57,58

Shalom!

Sérgio André de Almeida é pós-graduado em Ciências da Religião.

domingo, 16 de julho de 2023

A CONGREGAÇÃO

 A CONGREGAÇÃO

Texto: Sl 122.1

“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor!”

            Com a gloriosa Paz de Jesus Cristo principiamos esta mensagem: quando estamos aflitos para onde vamos? Deve haver um lugar onde encontramos um socorro, uma solução (Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro - Sl 121.1; Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo - Jo 16.33)

A nossa congregação é este lugar que escolhemos para recebermos a palavra de Deus estando ao lado de outras pessoas. É o lugar que identificamos como a casa onde Deus se encontra e onde teremos um ensinamento adequado para vivermos no dia a dia, seja este dia bom ou mal (Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal - Mt 6.34)

É esse o ponto de nossa reflexão. Precisamos estar abrigados no Senhor e é dentro de nossa congregação que podemos crescer espiritualmente, compartilhando com os outros irmãos o nosso conhecimento e deles recebendo algo da parte de Deus. Atualmente vemos um número crescente de pessoas ditas desigrejadas (sem pastor, sem compromisso com uma igreja). Quanto mais escândalos vemos envolvendo pastores mais esse número aumenta.

Mas a Palavra de Deus nos adverte quanto a isso, para que estejamos sempre congregados (Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios – Sl 50.5), bem como adverte quanto ao risco de abandonarmos a congregação enquanto a vinda de Cristo se aproxima (Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia – Hb 10.25).

Aqueles que se mantêm congregados percebem o agir de Deus na vida deles e pelo grupo (Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum – At 2.42-44)
            Que possamos estar congregados e na presença de Deus, para que possamos estar preparados para a vinda de Cristo (Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus – Fp 1.6).

Shalom!

           Sérgio André de Almeida – Pós-graduado em Ciências da Religião

quinta-feira, 9 de março de 2023

Te desejo Saúde

 

TE DESEJO SAÚDE

 

Texto: 3 João 2:

Amado, oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma.

Antes de expor sobre a mensagem de João precisamos refletir um pouco sobre outra mensagem, desta vez de Tiago, em sua epístola no capítulo 3 e versículos 9 a 11 Tiago assevera que bendizemos ao Senhor e, também, amaldiçoamos aos homens usando o mesmo órgão: a língua! E arremata com uma afirmativa assustadora: crente “não pode ser assim!” O raciocínio se completa com a pergunta: “Pode a mesma fonte jorrar água doce e salgada?”

Em nosso versículo texto escolhido acima o presbítero João faz a escolha dele e prefere abençoar ao próximo ao invés de amaldiçoar. Escreve ao prestativo irmão Gaio e deseja-lhe Prosperidade e Saúde... e é bem específico, saúde para o corpo físico do mesmo jeito que tem saúde a alma dele.

Eis aí um princípio bíblico incontestável: só haverá saúde física plena se tivermos saúde espiritual!

O profeta Joel (2.28) já esclareceu que, com vida espiritual rica diante de Deus, teremos visões, bons sonhos, profetizaremos etc. Até um jovem com todo seu vigor físico, mas ansioso, com dúvidas sobre o futuro, que precisa de dinheiro e festas para se sentir melhor (Lc 15.12,13), não goza de saúde plena, pois lhe falta o principal que é a vida espiritual, a ZOE que Cristo garante aos seus.

Observemos a vida de Estevão: aos pés de Cristo do início ao fim. O que leva uma pessoa a estar tranquila e orar enquanto sua morte se aproxima? (At 7. 59, 60) Apenas se ela tiver saúde espiritual, se tiver certeza de que Deus o receberá em Sua glória.

Busque a vida espiritual, saúde para a alma e as demais coisas nos serão acrescentadas (Mt 6.33).

Sérgio André  - Administrador e Pós graduado em Ciências da Religião.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Deus vela sobre sua palavra

 Deus vela sobre sua palavra

E disse-me o Senhor: (...) eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la. Jeremias 1.11-12

Nestes dias tenho aprendido na prática o significado de velar.

Velar em português tem, neste caso, a ideia de: 1. estar de vigia; estar alerta
2. ficar acordado de noite.

Estes 2 (dois) significados bastam para entender bem o texto.

Mas qual a origem da expressão "velar"? Por que velar é estar de vigia, ficar acordado à noite?

Bem, daí vem meu aprendizado prático.

Esta semana Eloah, minha filha, tem estado febril, ainda não é bem febre, mas ela anda esquentada. À noite tende a piorar. Então, em meu estado ansioso (Deus não é assim), de instante em instante tenho medido a temperatura de Eloah. Ela dorme e eu, de hora em hora, venho medir sua temperatura para ver se está tudo bem. Mal durmo.

Eu tenho velado toda a noite de Eloah, estando ao lado dela.

Descobri nesta manhã que a origem da expressão velar vem de "manter uma vela acesa". Para manter uma vela acesa é necessário que de instante em instante você veja se ela apagou por causa do vento ou mesmo porque ela acabou, daí você a substitui. A tarefa é manter uma luz acesa durante toda a noite.

Do texto de Jeremias tiramos esta verdade: Deus vela sobre tua vida, sobre tua história. Deus vela sobre os momentos e circunstâncias da tua vida.

De instante em instante Ele verifica se tudo está ocorrendo conforme o plano que Ele traçou, para que as promessas dele se cumpram em nossas vidas.

Fica em tranquilo, não se atribule, confia nEle. Durma em paz. Pois:

(...) Aos seus amados Ele o dá enquanto dormem. Salmos 127:2


David Jesus de Almeida, Diácono.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

ONDE ESTAMOS ERRANDO?

 

LEITURA: 2 Rs 22. 10,11 – o sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei do Senhor e o levou ao Rei Josias que percebeu que a RELIGIOSIDADE existente no meio do povo não estava de acordo com a vontade de Deus; em algum momento o povo havia se desviado do real caminho do Senhor!


O fato narrado no trecho a cima não é o único citado na Bíblia sobre esse distanciamento do povo do Senhor em relação ao nosso Deus, observem que a religiosidade permanece existindo, mas não a adoração perfeita a Deus.


Em Es 9.1-3 o sacerdote e escriba, Esdras, descobre que até os sacerdotes e os líderes do povo haviam se desviado dos mandamentos do Senhor misturando-se com outras crenças e outros povos.


Em Ap 2. 19-21 a igreja do Senhor em Tiatira, embora querendo adorar ao Senhor, ainda tolerava os ensinos de Jezabel sobre o abraçar o sincretismo religioso, a mistura. Um dia adorando a Deus e em outro servindo a outros deuses.


Irmãos, anos após a morte dos apóstolos da igreja primitiva o povo do Senhor passou um grande tempo de obscuridade, sincretismo religioso e envolvimento com o paganismo através de santos, guias, orixás, superstições e indulgências. Mesmo após a Reforma Protestante surgiram várias heresias bíblicas e distorções; atualmente vemos os interesses políticos e a busca de muitos pastores por mais visibilidade, membros e poder aquisitivo fazer surgir diversas denominações e/ou concessões para manter um alto número de fiéis SEM compromisso com a obra do Senhor; líderes que incitam seus membros a se dividirem e não frequentarem outras igrejas alegando que só a igreja que ele preside tem a Palavra Verdadeira; são membros que não conhecem a Palavra de Deus, que recitam apenas os trechos que lhes convém em busca de bençãos materiais, sem realmente se entregar ao serviço do mestre, apenas se houver ganho: seja ascensão em funções eclesiásticas ou por dinheiro (alguns cantores e pregadores de renome).


A obra missionária acaba sendo esquecida, os necessitados ficam sem apoio, a igreja é palco de grandes festas e congressos para quem puder pagar e o ensino da Palavra fica em segundo plano.


Onde estamos errando? Somos os cristãos da última hora, sejamos tracionais ou pentecostais. Mesmo com tanta religiosidade, pergunto: O que estamos esquecendo? Em qual ponto nos desviamos dos ensinos bíblicos?


No livro de Neemias capítulo 8 e versículos 8 e 9 encontramos uma solução plausível: Líderes que leem e esclarecem a Palavra do Senhor ao povo, sem buscar outros interesses; e um povo que obedece e adora ao Senhor com sinceridade.


Precisamos de líderes que congreguem a igreja para estudar a Bíblia, para ensinar sobre, cooperar com e enviar membros para ‘a obra missionária’. Precisamos que os membros saiam das 4 paredes para buscar os perdidos conforme Paulo orienta em Romanos 10.14 (como ouvirão se não há quem pregue com a vida?).


Que estejamos atentos e não troquemos a nossa coroa por ‘um prato de lentilhas’ (Gn 25.34) como oferecem alguns líderes. Sejamos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, pois é dEle que vem a nossa recompensa (1 Co 15. 57,58)


Sérgio André de Almeida, pós-graduado em ciências da religião.